“Breve Cartilha Explicativa”
UMA “VISÃO” SOBRE A “PRÁTICA” DA REIYUKAI!
I. O Objetivo Prático da REIYUKAI – na nossa visão – como BUDISMO PARA LEIGOS é o de extinção do “mau karma” através da purificação dos seis sentidos.
Esta purificação dá-se devido ao ciclo de orações diárias que oferecemos aos nosso antepassados. Com a Prática Diária do SUTRA, criamos bons hábitos e desenvolvemos
virtudes necessárias à iluminação de nosso interior, tais como paciência, disciplina e a perseverança.
Todo o AMOR e carinho que dedicamos ao nosso ALTAR é uma forma de reconhecimento e GRATIDÃO por nossos ANCESTRAIS a quem devemos nossa existência. Dessa maneira pode-se dizer que o ALTAR representa um ELO entre o MUNDO MATERIAL (onde vivemos) e o MUNDO ESPIRITUAL (onde vivem os nossos antepassados) e a PRATICA DO SUTRA DO LOTUS é o MEIO DE COMUNICAÇÃO entre esses Mundos.
Quando recebemos o nosso “altar” e o aceitamos em nosso lar, costumamos dizer que é montado um altar em nosso nome no Mundo Espiritual [1] (na casa do Meu Pai tem muitas moradas) o que representa que DEUS em sua infinita misericórdia e benevolência estará abrindo uma de suas moradas para abrigar nossos Ancestrais e a partir de então, temos um compromisso a se cumprir: O de intermediar a ILUMINAÇÃO dos nossos antepassados e – conseqüentemente – a nossa própria iluminação e de toda a nossa família na interdependência da existência.
O primeiro passo a seguir – quando recebemos nosso altar – é a RECITAÇÃO de 100 (cem) SUTRAS em 100 (cem) dias, sem falhar.
Isto representará o entendimento e a aceitação de nossa MISSÃO ESPIRITUAL por parte de nossos Antepassados.
Com o fim deste ciclo você estará com uma alegria interna inexplicável e – conseqüentemente – alcançará resultados surpreendentes em todos os campos de sua vida.
Resumindo: A PRÁTICA DIÁRIA DO SUTRA DO LOTUS VISA A ELIMINAÇÃO DE MAUS KARMAS” PARA A OBTENÇÃO “BONS KARMAS”!
II. KARMA
O CARMA é a FORÇA MORAL MISTERIOSA que SOBREVIVE A MORTE e quem decidirá nossos destinos em nossa VIDAS FUTURAS.
Durante a nossa existência somos movidos por AÇÕES E ATITUDES quando colocamos a frente das situações mais diversas.
O CONJUNTO DE TODAS ESSAS AÇÕES é chamado de KARMA.
Quando chegamos ao momento de nossa “morte” somos elevados à diferentes planos de existência, determinados por nosso GRAU DE ILUMINAÇÃO proveniente do NOSSO CARMA.
O mesmo ocorre com nossos ANCESTRAIS e assim sucessivamente.
Assim como herdamos hábitos, costumes e feições de nossos antepassados, HERDAMOS também SUAS BOAS E MÁS AÇÕES.
Herdamos seu carma devido a energia criada por determinada atitude ou até mesmo à possibilidade da “reencarnação”[2](nascer de novo).
Aplicando a LEI DA CAUSA E EFEITO é que entendemos o funcionamento desta ENERGIA MISTERIOSA e aprendemos a trabalhá-la de forma que esta possa trazer os maiores benefícios possíveis as nossas existências passadas, atuais e futuras.
E A RECITAÇÃO – DIÁRIA – DO SUTRA DO LOTUS NOS DÁ ESTA PROMESSA!
III. O SUTRA DO LOTUS E SUA APLICAÇÃO.
(Namu Myohô Rengue Kyô)
O SUTRA DO LOTUS – como disse anteriormente – é o MEIO DE COMUNICAÇÃO entre o MUNDO MATERIAL E O MUNDO ESPIRITUAL.
Muitas vezes não aceitamos as palavras ali encontradas e quantas vezes nos sentimos estranhos praticando algo que de início não entendemos.
À medida que vamos PRATICANDO O SUTRA – mesmo duvidando de sua REAL CAPACIDADE – é que entendemos seu verdadeiro significado e aceitamos as SABEDORIAS ALÍ IMPLÍCITAS.
O MANTRA NAMU MYOHÔ RENGUE KYÔ , estampado na “capa do Sutra”, representa justamente essa aceitação ao SUTRA DO LOTUS e a SUA RECITAÇÃO DIÁRIA já pode ser considerada – por si só – uma ORAÇÃO.
IV. MANTRA.
Um MANTRA é a RECITAÇÃO CÍCLICA DE UM SOM que nos auxilia no estado de meditação. E NAMU MYOHÔ RENGUE KYÔ é o “Mantra” que nos ajuda a entender os motivos e a real intenção de orarmos para os nossos antepassados.
Seus significados são diversos e sempre BENFAZEJOS, podendo ser entendido como “A ENTREGA ESPIRITUAL AO SUTRA DO MARAVILHOSO ENSINAMENTO”.
Para iniciar a oração fazemos soar um sino três vezes e ao início da oração recitamos 03 (três) vezes “Namu Myohô Rengue Kyô” e Todas as vezes que o encontramos escrito dentro do Sutra do lotus, este deve ser dito apenas uma vez, seguido de um “soar do sino”(quando tiver o sino).
Ao final de cada capítulo do Sutra do Lotus – onde não estiver escrito – entre um capítulo e outro, recitamos o “mantra” 03 (três) vezes, sempre seguido do badalar do sino. A última página do Sutra (com dois pequenos textos) recitamos 03 (três vezes cada) e 03 vezes o mantra sem o soar do sino e – só – somente quando encerrarmos
a leitura do Sutra Completo, vazemos soar 07 (sete) vezes o sino fazendo referencias
às entidades a quem oferecemos os incensos.
V – MATERIAIS BÁSICOS INDISPENSÁVEIS.
# Símbolo Familiar (tábua central);
# 03 (três) Copos de Água (no mínimo);
# Incensório (porta incenso para acentar 7 incensos na vertical);
# 02 Castiçais (para velas);
# Kakotyô (Livro Póstumo dos antepassados);
# Recipiente para colocar o Sal ;
# O Sutra do Lotus (livro de recitação diária);
VI – MATERIAIS OPCIONAIS.
# Rosário (malla);
# Faixa de Oração (vestimenta para recitar o sutra);
# Vaso de flores;
# Recipientes para Oferendas (café, acuçar, bebidas, alimentos em geral);
# Pederneira (pedra de quartzo);
# Sino (representa o despertar da consciência);
# Apagador de Velas e,
# Estandarte Sagrado (Bandeiras de Veneração).
VII – PARA QUEM SE OFERECE OS INCENSOS.
# Á DEUS PAI TODO PODEROSO;
# À TODOS OS BUDAS E ENTIDADES BENFAZEJAS;
# AOS DEUSES TUTELARES DESTA REGIÃO;
# AO PROTETOR DESTA CASA;
# À TODOS OS ANTEPASSADOS DESTE ALTAR;
# À TODOS OS ESPIRITOS DA TERRA e,
# À TODOS OS ESPIRITOS CONOSCO RELACIONADOS E NÃO
RELACIONADOS.
Obs. : O incenso é utilizado pelos Budistas como uma forma de
gratidão a natureza. Também utilizamos com a intenção de
eliminar os “miasmas” negativos e os “maus fluidos”.
Muitos definem a utilização do incenso como sendo uma forma de
purificação tanto do ambiente no qual vivemos quanto do Mundo
Espiritual.
VIII – APLICAÇÕES MATERIAIS OPCIONAIS. (primeira parte)
Os materiais opcionais que já citamos são objetos que usamos na veneração dos nossos Ancestrais e que servem para enriquecer nosso altar, seja simbolicamente ou esteticamente.
Vamos falar dos simbolismos implícitos em cada item opcional que citamos acima :
1. Vasos de Flores – Em geral servem para enfeitar e dar graça ao seu altar, mas simbolicamente representa o “jardim de sua morada espiritual”. assim como cuidamos de nossas flores e enfeitamos nossa casa com elas, nossos antepassados anseiam por flores e objetos de beleza.
2. Recipiente de Oferendas – Oferendas, tais como café, bebidas, doces, alimentos em geral são importantes para um melhor contato entre o mundo material e o Mundo Espiritual e levam muita alegria para os antepassados que tinham prazeres em tais oferendas. Estas ofertas – muitas vezes – perdem o sabor natural após um tempo em oferenda (muitos se conservam intactos), porém os alimentos fechados podem ser aproveitados, depois de um tempo em oferta.
Simbolicamente as ofertas de Alimento representam ALTRUISMO, DESAPEGO E PROSPERIDADE E GRATIDÃO.
3. Sino – Toda vez que iniciamos uma oração perante nosso altar um enorme sino é tocado no Mundo Espiritual, o que representa o “DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA EXTRA-SENSORIAL”. Da mesma forma se tivermos um sino em nosso altar, este deve ser soado 03 (três) vezes antes de iniciarmos um Sutra (Oração). Este exercício representa um convite para nossos Antepassados avisando-os do inicio de um CICLO DE ILUMINAÇÃO. O Sino é um objeto específico e não se assemelha a um sino convencional. Para este caso, ele tem a forma de uma “cumbuca” apoiada por uma almofada e vem acompanhado de uma baqueta utilizada para “soar” o sino. (este material pode ser encontrado em lojas esotéricas e ou de material budista).
VIII – APLICAÇÕES MATERIAIS OPCIONAIS. (segunda parte)
4. Faixa de Oração ou “Kesa” – A Faixa de Oração consiste em um tecido com algumas inscrições estampadas que vestimos transversalmente em nosso tronco, partindo de nosso ombro esquerdo até nosso quadril direito (atravessando assim nossas costas e seios). Na frente está escrito o Mantra “Namu Myohô Rengue Kyô”e atrás “Eu me integro ao Sutra do Maravilhoso Ensinamento”. A utilização desta “Faixa” – é possível de Ter sua origem no antigo tecido que os caçadores da Índia antiga vestiam. Posteriormente os Monges da Índia (Àsia) – anteriores ao Shakyamuni Buda – abandonando seus desejos mundanos como símbolo de que se esforçaram muito para atingir “certo grau” de evolução e desapego a vida mundana, utilizavam retalhos jogados sobre os ombros. Desde então a Faixa tornou-se um símbolo para os Budistas, representando desapego, humildade e reverência ao Mundo Espiritual e aos Antepassdos.
Os membros da Reiyukai usam a faixa quando estão fazendo a leitura do Sutra do Lotus, realizam reuniões budistas, para fazer a “escrita sagrada” ou participam de cerimônias oficiais. (Podem ser adquiridas nas divisões e sub-divisões da Instituição).
5. Pederneira – A “pederneira” consiste em uma pedra de quartzo e um “riscador” de metal utilizado para “faiscar” sobre o altar. A Pederneira é um objeto muito antigo utilizado pelos “magos” da Grécia antiga para acender o fogo dos rituais.
O Ato de “faiscar” sobre o altar (da esquerda para a direita) simboliza a queima das energias negativas, bem como a expulsão das más intenções. (Também pode ser encontrada em lojas especializadas em produtos esotéricos)
VIII – APLICAÇÕES MATERIAIS OPCIONAIS.(terceira parte)
6.Rosário (Malla) – O Rosário é um objeto semelhante ao “terço católico”, porém contêm 108 pedras e 5 tufas (sendo 03 num extremo e 02 na outra ponta).
O significado simbólico do rosário é muito complexo, mas pode ser entendido como se as 03 tufas representassem a “cabeça” e os membros superiores e as 02 Tufas os dois membro inferiores.
Já as 108 pedras (ou contas) – analogicamente – representam as 108 virtudes que devemos atingir para a iluminação suprema do ser humano, porém, muitas vezes passamos uma vida inteira para atingirmos a contemplação de – apenas – uma das virtudes a serem alcançadas.
7. Apagador de Velas – O apagador de velas é um objeto estreito e cumprido com um “cone” numa das extremidades e é utilizado para apagar as velas após o término da recitação do Sutra do Lotus. Este Objeto é utilizado para evitar que o orador apague as velas com “assopro” o que representa – simbolicamente -que o mesmo está “assoprando” a sua boa sorte para longe e apagando a Luz da sua Iluminação e dos Ancestrais. A verdade é que culturalmente e ritualmente não apagamos as velas com assopro, somente com material específico, podendo ser utilizado – de início – uma colher ou qualquer objeto que sirva para o propósito.
8.Estandartes Sagrados – As Bandeiras de Veneração – de certa forma – também são INDISPENSÁVEIS, pois na nossa Pratica representam PROTEÇÃO ESPIRITUAL, um verdadeiro escudo para o nosso Lar e Família.
A Bandeira é tão importante quanto o livro póstumo e qualquer outro objeto indispensável ao altar.
Simbolicamente ele representa AS ENERGIAS CRIADORAS e o firmamento do seu altar no Mundo Espiritual. Algumas Bandeiras podem ser adquiridas no início da prática, outras somente quando atingimos certo grau de desenvolvimento dentro da hierarquia da instituição, ou seja, quando atingimos um número razoável de mitibikis (afilhados) para uma iluminação coletiva e altruísta.