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Você já parou para pensar em algum momento na dor dos outros? Quando sentamos em frente ao nosso altar sagrado muitas vezes só lembramos de pedir, saúde, prosperidade, dinheiro e todo tipo de bênçãos que achamos que merecemos.

Lembramos de fazer o culto aos nossos antepassados quando estamos doentes ou passando por situações financeiras difíceis ou alguma dificuldade qualquer. Mas ao superarmos o problema damos várias desculpas para a não realização do culto aos antepassados. Estou com sono,não tenho tempo,depois eu faço a oração… Puro EGOÍSMO DE NOSSA PARTE !

Precisamos deixar de lado nosso ego e começar de fato a acreditar no ”namu myoho rengue kyo”

Nós praticantes do ensinamento somos privilegiados em nesta existência ter contato com o ensinamento e assim poder de alguma maneira eliminar aos poucos os carmas de nossos ancestrais.

Precisamos acima de tudo transmitir o ensinamento para todos ao nosso redor.

Vamos assumir um pouco a dor dos outros ! Não digo que fazer MITIBIKI é fácil, eu mesmo tenho muitas dificuldades em faze-lo, mas aos poucos com a ajuda de meus ancestrais e o mundo espiritual pretendo melhorar este aspecto.

Precisamos despertar e perceber o quão  maravilhoso é o  tesouro que temos em nossos lares, nosso altar e a possibilidade de aprender-mos o ensinamento nesta existência.

Vamos nos tornar um bosatsu?

Bosatsu – Aquele que pretende viver sua vida como exemplo dos ensinamentos  de Skakamuni (buda). Mais importante do que isso,ser um bosatsu não é estar somente preocupado em conduzir uma vida de alto-aperfeiçoamento e desenvolvimento interior para elas mesmas. Um bosatsu é, em outras palavras,aquele que procura o crescimento interior lado a lado com os outros.

A prática do bosatsu é o método pelo qual uma pessoa se empenha em desenvolver e realizar o seu ideal humano ou sua potencialidade búdica; o caminho do bosatsu é o percurso que uma pessoa segue através da vida enquanto realiza a prática do bosatsu.

Princípios da prática diária.

“Breve Cartilha Explicativa”

UMA “VISÃO” SOBRE A “PRÁTICA” DA REIYUKAI!

I. O Objetivo Prático da REIYUKAI – na nossa visão – como BUDISMO PARA LEIGOS é o de extinção do “mau karma” através da purificação dos seis sentidos.
Esta purificação dá-se devido ao ciclo de orações diárias que oferecemos aos nosso antepassados. Com a Prática Diária do SUTRA, criamos bons hábitos e desenvolvemos
virtudes necessárias à iluminação de nosso interior, tais como paciência, disciplina e a perseverança.
Todo o AMOR e carinho que dedicamos ao nosso ALTAR é uma forma de reconhecimento e GRATIDÃO por nossos ANCESTRAIS a quem devemos nossa existência. Dessa maneira pode-se dizer que o ALTAR representa um ELO entre o MUNDO MATERIAL (onde vivemos) e o MUNDO ESPIRITUAL (onde vivem os nossos antepassados) e a PRATICA DO SUTRA DO LOTUS é o MEIO DE COMUNICAÇÃO entre esses Mundos.
Quando recebemos o nosso “altar” e o aceitamos em nosso lar, costumamos dizer que é montado um altar em nosso nome no Mundo Espiritual [1] (na casa do Meu Pai tem muitas moradas) o que representa que DEUS em sua infinita misericórdia e benevolência estará abrindo uma de suas moradas para abrigar nossos Ancestrais e a partir de então, temos um compromisso a se cumprir: O de intermediar a ILUMINAÇÃO dos nossos antepassados e – conseqüentemente – a nossa própria iluminação e de toda a nossa família na interdependência da existência.

O primeiro passo a seguir – quando recebemos nosso altar – é a RECITAÇÃO de 100 (cem) SUTRAS em 100 (cem) dias, sem falhar.
Isto representará o entendimento e a aceitação de nossa MISSÃO ESPIRITUAL por parte de nossos Antepassados.
Com o fim deste ciclo você estará com uma alegria interna inexplicável e – conseqüentemente – alcançará resultados surpreendentes em todos os campos de sua vida.
Resumindo: A PRÁTICA DIÁRIA DO SUTRA DO LOTUS VISA A ELIMINAÇÃO DE MAUS KARMAS” PARA A OBTENÇÃO “BONS KARMAS”!

II. KARMA

O CARMA é a FORÇA MORAL MISTERIOSA que SOBREVIVE A MORTE e quem decidirá nossos destinos em nossa VIDAS FUTURAS.
Durante a nossa existência somos movidos por AÇÕES E ATITUDES quando colocamos a frente das situações mais diversas.
O CONJUNTO DE TODAS ESSAS AÇÕES é chamado de KARMA.
Quando chegamos ao momento de nossa “morte” somos elevados à diferentes planos de existência, determinados por nosso GRAU DE ILUMINAÇÃO proveniente do NOSSO CARMA.
O mesmo ocorre com nossos ANCESTRAIS e assim sucessivamente.
Assim como herdamos hábitos, costumes e feições de nossos antepassados, HERDAMOS também SUAS BOAS E MÁS AÇÕES.
Herdamos seu carma devido a energia criada por determinada atitude ou até mesmo à possibilidade da “reencarnação”[2](nascer de novo).
Aplicando a LEI DA CAUSA E EFEITO é que entendemos o funcionamento desta ENERGIA MISTERIOSA e aprendemos a trabalhá-la de forma que esta possa trazer os maiores benefícios possíveis as nossas existências passadas, atuais e futuras.
E A RECITAÇÃO – DIÁRIA – DO SUTRA DO LOTUS NOS DÁ ESTA PROMESSA!

III. O SUTRA DO LOTUS E SUA APLICAÇÃO.
(Namu Myohô Rengue Kyô)

O SUTRA DO LOTUS – como disse anteriormente – é o MEIO DE COMUNICAÇÃO entre o MUNDO MATERIAL E O MUNDO ESPIRITUAL.
Muitas vezes não aceitamos as palavras ali encontradas e quantas vezes nos sentimos estranhos praticando algo que de início não entendemos.
À medida que vamos PRATICANDO O SUTRA – mesmo duvidando de sua REAL CAPACIDADE – é que entendemos seu verdadeiro significado e aceitamos as SABEDORIAS ALÍ IMPLÍCITAS.

O MANTRA NAMU MYOHÔ RENGUE KYÔ , estampado na “capa do Sutra”, representa justamente essa aceitação ao SUTRA DO LOTUS e a SUA RECITAÇÃO DIÁRIA já pode ser considerada – por si só – uma ORAÇÃO.

IV. MANTRA.

Um MANTRA é a RECITAÇÃO CÍCLICA DE UM SOM que nos auxilia no estado de meditação. E NAMU MYOHÔ RENGUE KYÔ é o “Mantra” que nos ajuda a entender os motivos e a real intenção de orarmos para os nossos antepassados.
Seus significados são diversos e sempre BENFAZEJOS, podendo ser entendido como “A ENTREGA ESPIRITUAL AO SUTRA DO MARAVILHOSO ENSINAMENTO”.

Para iniciar a oração fazemos soar um sino três vezes e ao início da oração recitamos 03 (três) vezes “Namu Myohô Rengue Kyô” e Todas as vezes que o encontramos escrito dentro do Sutra do lotus, este deve ser dito apenas uma vez, seguido de um “soar do sino”(quando tiver o sino).
Ao final de cada capítulo do Sutra do Lotus – onde não estiver escrito – entre um capítulo e outro, recitamos o “mantra” 03 (três) vezes, sempre seguido do badalar do sino. A última página do Sutra (com dois pequenos textos) recitamos 03 (três vezes cada) e 03 vezes o mantra sem o soar do sino e – só – somente quando encerrarmos
a leitura do Sutra Completo, vazemos soar 07 (sete) vezes o sino fazendo referencias
às entidades a quem oferecemos os incensos.

V – MATERIAIS BÁSICOS INDISPENSÁVEIS.

# Símbolo Familiar (tábua central);
# 03 (três) Copos de Água (no mínimo);
# Incensório (porta incenso para acentar 7 incensos na vertical);
# 02 Castiçais (para velas);
# Kakotyô (Livro Póstumo dos antepassados);
# Recipiente para colocar o Sal ;
# O Sutra do Lotus (livro de recitação diária);

VI – MATERIAIS OPCIONAIS.

# Rosário (malla);
# Faixa de Oração (vestimenta para recitar o sutra);
# Vaso de flores;
# Recipientes para Oferendas (café, acuçar, bebidas, alimentos em geral);
# Pederneira (pedra de quartzo);
# Sino (representa o despertar da consciência);
# Apagador de Velas e,
# Estandarte Sagrado (Bandeiras de Veneração).

VII – PARA QUEM SE OFERECE OS INCENSOS.

# Á DEUS PAI TODO PODEROSO;
# À TODOS OS BUDAS E ENTIDADES BENFAZEJAS;
# AOS DEUSES TUTELARES DESTA REGIÃO;
# AO PROTETOR DESTA CASA;
# À TODOS OS ANTEPASSADOS DESTE ALTAR;
# À TODOS OS ESPIRITOS DA TERRA e,
# À TODOS OS ESPIRITOS CONOSCO RELACIONADOS E NÃO
RELACIONADOS.

Obs. : O incenso é utilizado pelos Budistas como uma forma de
gratidão a natureza. Também utilizamos com a intenção de
eliminar os “miasmas” negativos e os “maus fluidos”.
Muitos definem a utilização do incenso como sendo uma forma de
purificação tanto do ambiente no qual vivemos quanto do Mundo
Espiritual.

VIII – APLICAÇÕES MATERIAIS OPCIONAIS. (primeira parte)
Os materiais opcionais que já citamos são objetos que usamos na veneração dos nossos Ancestrais e que servem para enriquecer nosso altar, seja simbolicamente ou esteticamente.
Vamos falar dos simbolismos implícitos em cada item opcional que citamos acima :

1. Vasos de Flores – Em geral servem para enfeitar e dar graça ao seu altar, mas simbolicamente representa o “jardim de sua morada espiritual”. assim como cuidamos de nossas flores e enfeitamos nossa casa com elas, nossos antepassados anseiam por flores e objetos de beleza.
2. Recipiente de Oferendas – Oferendas, tais como café, bebidas, doces, alimentos em geral são importantes para um melhor contato entre o mundo material e o Mundo Espiritual e levam muita alegria para os antepassados que tinham prazeres em tais oferendas. Estas ofertas – muitas vezes – perdem o sabor natural após um tempo em oferenda (muitos se conservam intactos), porém os alimentos fechados podem ser aproveitados, depois de um tempo em oferta.
Simbolicamente as ofertas de Alimento representam ALTRUISMO, DESAPEGO E PROSPERIDADE E GRATIDÃO.
3. Sino – Toda vez que iniciamos uma oração perante nosso altar um enorme sino é tocado no Mundo Espiritual, o que representa o “DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA EXTRA-SENSORIAL”. Da mesma forma se tivermos um sino em nosso altar, este deve ser soado 03 (três) vezes antes de iniciarmos um Sutra (Oração). Este exercício representa um convite para nossos Antepassados avisando-os do inicio de um CICLO DE ILUMINAÇÃO. O Sino é um objeto específico e não se assemelha a um sino convencional. Para este caso, ele tem a forma de uma “cumbuca” apoiada por uma almofada e vem acompanhado de uma baqueta utilizada para “soar” o sino. (este material pode ser encontrado em lojas esotéricas e ou de material budista).

VIII – APLICAÇÕES MATERIAIS OPCIONAIS. (segunda parte)
4. Faixa de Oração ou “Kesa” – A Faixa de Oração consiste em um tecido com algumas inscrições estampadas que vestimos transversalmente em nosso tronco, partindo de nosso ombro esquerdo até nosso quadril direito (atravessando assim nossas costas e seios). Na frente está escrito o Mantra “Namu Myohô Rengue Kyô”e atrás “Eu me integro ao Sutra do Maravilhoso Ensinamento”. A utilização desta “Faixa” – é possível de Ter sua origem no antigo tecido que os caçadores da Índia antiga vestiam. Posteriormente os Monges da Índia (Àsia) – anteriores ao Shakyamuni Buda – abandonando seus desejos mundanos como símbolo de que se esforçaram muito para atingir “certo grau” de evolução e desapego a vida mundana, utilizavam retalhos jogados sobre os ombros. Desde então a Faixa tornou-se um símbolo para os Budistas, representando desapego, humildade e reverência ao Mundo Espiritual e aos Antepassdos.
Os membros da Reiyukai usam a faixa quando estão fazendo a leitura do Sutra do Lotus, realizam reuniões budistas, para fazer a “escrita sagrada” ou participam de cerimônias oficiais. (Podem ser adquiridas nas divisões e sub-divisões da Instituição).
5. Pederneira – A “pederneira” consiste em uma pedra de quartzo e um “riscador” de metal utilizado para “faiscar” sobre o altar. A Pederneira é um objeto muito antigo utilizado pelos “magos” da Grécia antiga para acender o fogo dos rituais.
O Ato de “faiscar” sobre o altar (da esquerda para a direita) simboliza a queima das energias negativas, bem como a expulsão das más intenções. (Também pode ser encontrada em lojas especializadas em produtos esotéricos)

VIII – APLICAÇÕES MATERIAIS OPCIONAIS.(terceira parte)
6.Rosário (Malla) – O Rosário é um objeto semelhante ao “terço católico”, porém contêm 108 pedras e 5 tufas (sendo 03 num extremo e 02 na outra ponta).
O significado simbólico do rosário é muito complexo, mas pode ser entendido como se as 03 tufas representassem a “cabeça” e os membros superiores e as 02 Tufas os dois membro inferiores.
Já as 108 pedras (ou contas) – analogicamente – representam as 108 virtudes que devemos atingir para a iluminação suprema do ser humano, porém, muitas vezes passamos uma vida inteira para atingirmos a contemplação de – apenas – uma das virtudes a serem alcançadas.
7. Apagador de Velas – O apagador de velas é um objeto estreito e cumprido com um “cone” numa das extremidades e é utilizado para apagar as velas após o término da recitação do Sutra do Lotus. Este Objeto é utilizado para evitar que o orador apague as velas com “assopro” o que representa – simbolicamente -que o mesmo está “assoprando” a sua boa sorte para longe e apagando a Luz da sua Iluminação e dos Ancestrais. A verdade é que culturalmente e ritualmente não apagamos as velas com assopro, somente com material específico, podendo ser utilizado – de início – uma colher ou qualquer objeto que sirva para o propósito.
8.Estandartes Sagrados – As Bandeiras de Veneração – de certa forma – também são INDISPENSÁVEIS, pois na nossa Pratica representam PROTEÇÃO ESPIRITUAL, um verdadeiro escudo para o nosso Lar e Família.
A Bandeira é tão importante quanto o livro póstumo e qualquer outro objeto indispensável ao altar.
Simbolicamente ele representa AS ENERGIAS CRIADORAS e o firmamento do seu altar no Mundo Espiritual. Algumas Bandeiras podem ser adquiridas no início da prática, outras somente quando atingimos certo grau de desenvolvimento dentro da hierarquia da instituição, ou seja, quando atingimos um número razoável de mitibikis (afilhados) para uma iluminação coletiva e altruísta.

Quem foi Buda ?

Clicando no link abaixo você ira conhecer um pouco mais da vida de Buda e sua obra. budasakyamuni

Fonte:

http://www.vertex.com.br – Agradecimento especial ao amigo Sandro Ribeiro por autorizar a divulgação.

O Monge Indiferente.

Uma velha construiu uma cabana para um monge e o alimentou por vinte anos, como forma de adquirir méritos.
Certo dia, como forma de experimentar a sabedoria adquirida pelo monge, a velha pediu à jovem mulher que levava ao monge o alimento todos os dias (já que a velha senhora não podia mais fazer o caminho com freqüência) que o abraçasse.
Ao chegar à cabana, a menina encontrou o monge em zazen. Ela abraçou-o e perguntou-lhe se gostava dela. O monge, frio e indiferente, disse de forma dura:
“É como se uma árvore seca estivesse abraçada a uma fria rocha. Está tão frio como o mais rigoroso inverno, não sinto nenhum calor.”
A jovem retornou, e disse o que o monge fez. A velha, irritadíssima, foi até lá, expulsou o monge e queimou a cabana. Enquanto ele se afastava, ela gritou:
“E eu, que passei vinte anos sustentando um idiota!”

Baso e o Nariz.

Certo dia Baso passeava em companhia de seu jovem discípulo Hyakujô. A certa altura do passeio, viram uma revoada de patos selvagens. Baso perguntou então a Hyakujô:
“Que é aquilo, Hyakujô?”
“São patos selvagens, Mestre” – disse o jovem.
“E para onde vão?”
“Vão-se embora, voando…” – replicou Hyakujô, fitando o céu, pensativo.
Então Baso agarrou o nariz de seu discípulo com toda a força, dando um forte puxão. Hyakujô gritou:
“Aaaai!”
Baso exclamou: “NÃO FORAM EMBORA COISA NENHUMA!”
Ao ouvir isso, Hyakujô obteve o Satori.

O Tesouro em Casa…

Um dia, um jovem chamado Yang Fu deixou sua família e lar para ir a Sze-Chuan visitar o Bodhisattva Wu-Ji. Ele sonhou que junto àquele mestre poderia encontrar um grande tesouro de sabedoria. Quando já se encontrava às portas da cidade, após uma longa viajem cheia de aventuras, encontrou um velho senhor.
Este lhe perguntou:
“Onde vais, jovem?”
“Vou estudar com Wu-Ji, o Bodhisattva.” – respondeu o rapaz.
“Em vez de buscar um Bodhisattva, é mais maravilhoso encontrar Buddha.”
Excitado com a perspectiva de encontrar o Grande Mestre, disse Yang Fu:
“Oh! Sabes onde encontrá-lo?!”
“Voltes para casa agora mesmo. Quando lá chegares, encontrarás uma pessoa usando uma manta e chinelos trocados, que lhe cumprimentará. Essa pessoa é o Buddha.”
O rapaz pensou, aterrado: “Como posso retornar agora, quando estou às portas do meu objetivo? Eu teria que confiar muito no que este simples velho me diz”.
Então Yang Fu teve uma forte intuição de que aquele simples homem à sua frente era alguém de grande sabedoria. Num impulso, voltou-se para a estrada, sem jamais ter encontrado Wu-Ji. Ele retornou o mais rápido que pode, ansioso pela vontade de encontrar Buddha.
Chegou em casa tarde da noite, e sua amorosa mãe, em meio à alegria e pressa de abraçar o filho que retornava ao lar, cobriu-se de uma manta usada e calçou seus chinelos trocados.
Olhando para sua mãe desse modo, que vinha sorrindo e pronta a abraçá-lo, Yang Fu atingiu o Satori. Este era o maior tesouro.

O Mistério do Zen.

Certa vez, Huang Shan-ku perguntou ao mestre Hui-t’ang:
“Por favor, Mestre, diga-me qual é o significado oculto do Buddhismo?”
O Mestre replicou:
“Kung-Tzu (Confúcio) disse: ‘Pensais que estou escondendo coisas, ó meus discípulos? Na verdade, não escondo nada de vocês’. O Zen também não tem nada de oculto. A Verdade já está revelada.”
“Não enten…!” estava dizendo o homem. Mas o mestre fez um gesto de silêncio e disse:
“Não digas nada!”
Huang Shan-ku ficou confuso. O Mestre então ergueu-se e convidou-o a seguí-lo até o sopé de uma montanha. Eles caminharam em silêncio. Lá chegando, o Mestre perguntou:
“Sentes o suave aroma dos ciprestes?”
“Sim,” disse o outro.
“Como vês, também eu não escondo nada de ti.”


SIGNIFICADO SÍMBOLO FAMILIAR.

simbolo-familiar

PRELEÇÃO DO SUTRA DO LÓTUS.

Um grande número de sutras budistas tem chegado ao nosso conhecimento, tanto que de fato eles são conhecidos como oitenta mil ou oitenta e quatro mil ensinos. Gostaríamos de saber como uma coleção tão vasta pôde ser compilada e se de fato ela era realmente necessária. As Escrituras de Nitiren Daishonin (1222-1282), contudo, revelam a chave deste enigma. No “Os ensinos declarados por todos os Budas através do tempo”, ele afirma claramente: “Os oitenta e quatro mil ensinos são o diário da minha própria vida.” Os sutras explicam a essência de uma simples vida humana a qual faz parte da vida cósmica. Em conjunto eles revelam uma filosofia completa de vida. O Budismo visa iluminar cada detalhe da vida de todas as coisas do universo – vidas que continuam do passado infinito ao futuro eterno.

Sutra de Lótus – a essência de todos os sutras budistas

Antes de revelar o profundo significado de sua iluminação, Sakyamuni teve que preparar os seus discípulos. As verdades da vida eram difíceis demais para serem compreendidas pelas pessoas comuns, pois elas eram intelectualmente deficientes. Além disso, as pessoas desta época, estavam imersas na busca de desejos imediatos e acreditavam que os mesmos representavam a verdadeira felicidade que elas aspiravam. Por essa razão tornava-se imperioso que Sakyamuni as levasse a encarar as duras realidades da vida deste mundo. Primeiramente ele ensinou a futilidade de uma vida repleta de sofrimentos que termina com a morte e a repetição contínua desse mesmo ciclo. A conclusão lógica desse ensino primitivo, que se tornou a base do Budismo Hinayana, estabeleceu que o único meio de escapar dos sofrimentos era extinguir sua fonte – o desejo. Isto implicava na extinção do corpo do indivíduo, por foi considerado que era a origem de todos os desejos. Assim, foi ensinado que todos deveriam procurar a extinção total dos desejos. Esse ensino era uma introdução rudimentar do profundo conceito de void ou kuu.

Assim que seus discípulos começaram a compreender os seus ensinos. Sakyamuni fez cessar a busca do void. Contou-lhes a respeito das maravilhas da terra do Buda e ensinou-lhes que existia um reino longe deste mundo transitório e mundano. Essa terra eterna e feliz que ele acabara de descrever poderia estar na parte leste ou oeste do universo e seus discípulos desejaram renascer em tal paraíso celeste. Estes ensinos passaram a ser chamados doutrina provisória do Budismo Mahayana. Quando Sakyamuni revelou o que mais tarde seria conhecido como Sutra de Lótus, houve uma mudança radical. Ele incentivou os seus discípulos a examinarem suas próprias vidas ao invés de ficarem desejando por um outro mundo. Os primeiros quarenta e dois anos de ensino de Sakyamuni pode ser considerado como uma doutrina preparatória, os meios que conduziriam todos para a Lei Única, que fora revelada nos oito últimos anos de ensino do Sutra de Lótus.

O Sutra de Lótus integra todas as verdades parciais em um todo perfeito e representa a essência e o conjunto do sistema da Filosofia Budista. Explica a vida tanto como um todo e também nos seus mínimos detalhes. Devido a essa combinação de amplitude e detalhes, o Sutra de Lótus elucida com êxito a energia fundamental da vida – a energia vital que nutre a sabedoria inata em todas as vidas humanas e dá expressão à força da benevolência que emana no seu íntimo. O Sutra de Lótus explica o potencial infinito da vida através de parábolas e descrições de acontecimentos surpreendentes. Sakyamuni achou melhor descrever a iluminação que ele atingira e ensinou-a através de descrições da Cerimônia do Sutra de Lótus. Por essas razões o Sutra de Lótus é denominado como o auge, o ápice dos seus ensinos.

Dentre todos os 28 capítulos do Sutra de Lótus, o capítulo hoben (meios) e juryo (Revelação da Vida Eterna do Buda)são mais importantes e constituem objeto desta preleção.

DÚVIDAS MAIS FREQUENTES.

O que é a Reiyukai ?
Reiyukai é um filosofia budista leiga, onde os próprios membros fazem a sua prática sem depender de outras pessoas.
Qual a diferença da Reiyukai ?
A Reiyukai diferencia-se pelas orações feitas por si mesmo, baseando-se no sentimento verdadeiro que se obtém com a prática, abrindo o destino da própria vida, procurando melhorar cada vez mais o interior de cada um. O culto aos antepassados ensinado pela Reiyukai, está em que os antepassados sejam cultuados pelos seus descendentes através da própria iniciativa.
Qual o significado da palavra Reiyukai ?
ReiyukaiA tradução literal é “Associação de amigos espirituais para o desenvolvimento interior’.
A Reiyukai é uma religião ?
A Reiyukai não é uma religião, pois não determina em que se deve crer. E uma filosofia que pode ser praticada por qualquer pessoa, independente do seu nível social, raça, cor, crença ou religião a que pertença. Mesmo ingressando no ensinamento não há necessidade de mudar ou romper com a religião adotada pela família.
Qual o procedimento para ingressar na Reiyukai ?
Para ingressar no ensinamento, basta preencher a ficha de inscrição, a qual é fornecida nos escritórios da Reiyukai ou com a pessoa que lhe convidou, passando ela a ser o seu padrinho ou sua madrinha.
Dentro da Reiyukai o que é Padrinho ou Madrinha ?
Quando um membro da Reiyukai convida outra pessoa a praticar o ensinamento, é chamado de padrinho ou madrinha, enquanto o ingressante passa ser o afilhado(a). Da interação de ambos, mediante orientação sobre o ensinamento, resultará em um aprendizado mútuo.
Quem pode ser padrinho ou madrinha ?
Não existe regras, pode ser qualquer pessoa.
Ao ingressar na Reiyukai há gastos ?
Na Reiyukai não se visa dinheiro e sim o desenvolvimento de cada um, nao se aceita doações de nenhuma espécie, apenas é cobrado de cada membro um cota mensal chamada de mensalidade no valor de R$ 1,00 (Um Real). No entanto, existe o material que é necessário para se fazer a prática (sutra, faixa, rosário, símbolo familiar), que pode ser adquirido aos poucos, dependendo da condição de cada pessoa. Ressaltamos que esse material não é obrigatório ser adquirido.
Um dos materiais necessários na pratica é o Símbolo Famíliar, o que seria isso ?
Para que púdessemos estar presente, foi preciso que houvesse tido incontáveis antepassados que um dia passaram por esta terra, porém, torna-se impossível reunirmos o nome de todos. Daí, a razao pela qual a pessoa na Reiyukai, com o intuito de cultuar todos aqueles relacionados á sua famílis, adquire em forma de Símbolo, acolhendo-o na sua casa. Esta denominação chama-se Símbolo Familiar.
O que é cultuar os antepassados ?
Os nossos antepassados têm grandes influências sobre nossas vidas, pois eles são as raizes de nossa existência e sem a existência dele não estaríamos aqui. Devido a isso os membros da Reiyukai fazem a pratica com o sentimento de gratidão a seus antepassados. Como se faz isso ? Sempre que recitamos “Namu Myô Ho Rengue Kyô”, diante do altar estamos agradecendo. Quando oferecemos a recitação diária do sutra também é uma forma de gratidão aos antepassados.
O que significa Namu Myô Ho Rengue Kyô?
Eu me integro ao sutra do maravilhoso ensinamento.
É obrigatório participar das atividades da Reiyukai ?
Dentro do ensinamento, é realizado entre os membros reuniões e mini-reuniões, onde as pessoas se encontram para falar do ensinamento. Nessas atividades as pessoas trocam experiências, falam de suas práticas, expõem suas dificuldades, seus problemas livremente buscando soluções, pois um ajuda o outro. A participação nessas atividades  ou outras promovidas pela Reiyukai não é obrigatória, ficando a cargo de cada um a decisão de participar ou não.
Sobre dúvidas e informações ?
Primeiramente entre em contato com a pessoa que o ingressou, caso ela não consiga resolver, comunique-se com a Sede da Reiyukai.

SEDE CENTRAL BRASIL.

A sede da Reiyukai do Brasil foi inaugurada em dois de agosto de 1986, o início de sua construção, no entanto se deu em 21 de julho de 1985.
A sede no Brasil está localizada no bairro da Vila Mariana em São Paulo e conta com um salão principal que comporta 350 pessoas, neste salão encontra-se o altar central da Reiyukai do Brasil com 4 pergaminhos sagrados e mais de cinquenta livros de registro de nomes postumos de membros além de flores, frutas e outras oferendas que são ali oferecidos numa demonstração de gratidão e consideração por nossos antepassados.
Além do salão principal a sede comporta mais de quatro salas de reuniões, refeitório, dormitórios, cozinha e um amplo hall onde as pessoas possam conversar.
A sede contém também uma sala no estilo oriental onde fica um pequeno altar com um pergaminho sagrado, nesta sala os membros usam para fazer reflexões e suas práticas de Sutra. O escritório central da Reiyukai do Brasil também fica na sede e é aberta todos os dias menos as quartas-feiras.

REIYUKAI PELO MUNDO.

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ALA MIRIM – MYOITIKAI

Está divisão como a Ala Jovem da Reiyukai tem como objetivo o de ensinar as crianças
a ter gratidão aos pais e antepassados, e mostrar a importância do ensinamento.

Região: Três Lagoas, Campo Grande,
Goioerê e São Paulo

Literatura.

KAKOTYÔ
Livro de Registo de Nomes Póstumos
Todas as ramificações do budismo adotam o livro de registro de nomes póstumos, mas não como o da Reiyukai. O honorável mestre Kubo elaborou este livro para que nós tenhamos em nossa casa o registro completo de nossos familiares falecidos. Dessa maneira, nunca se esquecerá deles, pois em nossas orações estaremos cultuando-os sempre.

Após ter os nomes dos antepassados da família, eles devem ser entregues à pessoa qualificada para providenciar o nome póstumo (homyo). Seu padrinho ou madrinha quando qualificados para isso poderão fazê-lo, caso contrário este encaminhará para a pessoa qualificada para escrevê-los. O livro de registro de nomes póstumos contém 31 páginas, correspondente aos dias do mês. A cada dia vira-se a página como um calendário e faz-se a recitação do Sutra.

O nome póstumo dados às pessoas falecidas, conforme as instruções da Reiyukai, contém três palavras essenciais: VIDA, CASA e VIRTUDE (Sei, In, Toku), as quais expressa o nosso desejo de que alcancem a iluminação e a paz no mundo espiritual.
O culto aos antepassados nos dá a oportunidade de refletir sobre nós mesmos, nas nossas atitudes com relação às outras pessoas que nos cercam. É assim que desenvolvemos o nosso interior e crescemos na parte espiritual, com o objetivo de nos tornarmos uma pessoa melhor. Em suma, é a realização obediente de serviços diários que nos dão direção para adquirir a coragem, determinação e fé.

Livros Publicados no Brasil
• Musicá do Céu – Mestra Kimi Kotani
• Narrativa sobre a vida do Mestre Kakutaro Kubo
• Jintyogue – Vida da mestra Yae Yamaguti
Panfletos da Reiyukai
• Venha conhecer a Reiyukai
• Panfleto Reiyukai
• Manual de escrita de nomes póstumos

ENDEREÇOS PELO BRASIL.

São Paulo – Sede
Rua: Vergueiro, 3507, Vila Mariana
São Paulo – SP – Cep 04101-300
Fone 11-3938-0271 – Fax: 11-5571-5151
Maringá
Rua: Rio Grande do Norte, 431 Jardim Alvorada
Maringá – PR – Cep 87003-320
Fone: 44-3263-3144
Campo Grande
Rua: Saldanha da Gama, 483, Vila Planalto
Campo Grande – MS – Cep 79009-390
Fone: 67-382-5474
Presidente Prudente
Av.: Manoel Goulart, 505 sala 13 – Centro
Presidente Prudente – SP – Cep 19010-270
Fone: 18-222-1229
Goioerê
Av.: Francisco Scarpari, 425,Centro
Goioerê – PR – Cep 87360-000
Fone: 44-3522-1860
Passo Fundo
Rua: Independência, 386 – Centro
Passo Fundo – RS – Cep 99010-040
Fone: 54-3045-2868
Londrina
Rua: Pandia Calógeras, 21 Jardim Shangrilá
Londrina – PR – Cep 86070-510
Fone: 43-3028-2166
Três Lagoas
Rua: Bruno Garcia, 193
Três Lagoas – MS – Cep 79600-000
Fone: 67-3521-2796
Umuarama
Rua: Antônio Ostrenski, 3835 Zona I
Umuarama – PR – Cep 87501-320
Fone: 44-3622-1272

REUNIÕES ALA JOVEM.

Reunião mensal da Ala Jovem
• Campo Grande  - MS 2º domingo – 9:30 horas
• Goioere – PR 1º sábado – 20:00 horas
• Londrina – PR 1º domingo – 15:00 horas
• Pitanga – PR 2º domingo – 14:00 horas
• Presidente Prudente – SP 3º domingo – 15:00 horas
• São Paulo – SP 4º domingo – 14:00 horas
• Três Lagoas – MS 3º domingo – 17:00 horas
• Umuarama – PR 1º sábado – 14:00 horas
Atividades
•Curso de Japonês para membros – aulas aos sábados e segunda-feiras

DATAS DE REUNIÕES.

Atividades realizadas na Sede da Reiyukai em São Paulo mensalmente
•Reunião da 10ª divisão 1º sábado – 19 horas
•Reunião da 10ª divisão grupo Ikeda -  2º sábado – 18 horas
•Reunião da 23ª divisão grupo Roseli –  2º domingo  – 15 horas
•Reunião da 23ª divisão 2º domingo  – 15 horas
•Reunião da 08ª divisão 4º domingo  – 15 horas
•Reunião da 27ª divisão 4º domingo  – 14 horas
•Reunião da Ala Jovem/SP 4º domingo  - 14 horas
Atividades mensais realizadas nas sucursais
Campo Grande – MS
•Reunião da 5ª divisão 1º domingo  – 15 horas
•Reunião Mensal Ala Jovem 2º domingo  – 9:30 horas
•Reunião Mensal 27ª divisão 3º domingo  – 15 horas
•Reunião Mensal de Homens 2ª (segunda), segunda-feira do mês – 19 horas
•Sutra Miroku Dia 09 – 15 horas
Tres Lagoas – MS
•Missa da Mestra Kimi Kotani Dia 09 – 06 horas
•Missa da Mestra Kimi Kotani Dia 09 – 16 horas
•Missa do Mestre Kakutaro Kubo Dia 18 – 06 horas
•Missa do Mestre Kakutaro Kubo Dia 18 – 16 horas
Londrina – PR
•Reunião da Ala Jovem 1º domingo  – 14 horas
•Reunião Mensal 2º sábado – 14 horas
Goioere – PR
•Reunião Mensal 1º sábado – 20 horas
•Missa da Mestra Kimi Kotani Dia 09 – 16 horas
•Missa do Mestre Kakutaro Kubo Dia 18 – 16 horas
Umuarama – PR
•Reunião da Ala Jovem 1º sábado – 14 horas
•Reunião Geral Dia 09 – 20 horas
•Reunião Geral Dia 18 – 20 horas
Presidente Prudente – PR
•Reunião com recitação do
Sutra Miroku
Dia 09 – 20 horas
•Reunião Geral Dia 18 – 20 horas
•Reunião da Ala Jovem 3º domingo – 15 horas
Passo Fundo – PR
•Reunião Mensal 1º quinta-feira – 19:30 horas

SUGESTÕES

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MiROKUSAN – (MONTE MIROKU)

Mirokusan esta localizada ao lado do Monte Togasa, na península de Izu , 900 metros acima do nível do mar. Esta rodeada pela natureza em uma ambiente calmo e hospitaleiro, longe do caos das grandes cidades.

Foi edificado e fundado pela mestra Kimi Kotani, a construção foi finalizada em 1964.

O Mirokusan foi construído com a intenção de se reunir pessoas do mundo todo.

Os membros terão a oportunidades de trocar suas experiências pessoais, como melhorar seu relacionamento com seus familiares ,amigos,vizinhos e principalmente melhorar seu modo de viver.

Existem dois aspectos fundamentais referentes ás reuniões no Mirokusan. Além de se conhecer melhor a nós mesmos e aos outros. Surge a oportunidade de se ter uma consciência sobre a necessidade de se colaborar com as atividades e os problemas de nossa comunidade.

SHAKADEN

Shakaden foi inaugurado em 9 de Novembro de 1975 onde antigamente se localizava a sede central da Reiyukai.

Em Dezembro de 1937 o fundador Kakutaro Kubo havia aberto o complexo original que construiu em Azabu – Likura ,Tókio, como centro das difusões das idéias filosóficas e sociais da Reiyukai.

Em uma ocasião, Kubo disse a Kimi Kotani que o significado deste centro era para servir como base da Reiyukai, no qual uma quantidade de pessoas pudessem trabalhar para a paz mundial. Ouvindo isso Kimi Kotani se juntou a Kubo e se empenhou para a construção deste centro o SHAKADEN. Hoje em dia o Shakaden serve como um centro de reuniões dos membros da Reiyukai.

O complexo é constituído por um salão principal onde acontece as reuniões da Reiyukai, conta com um salão menor (salão kotani), 9 (nove) salas de conferência, cafeteria, livraria e enfermaria. Estas instalações são usadas para diversas atividades, grupos de estudo e classes de caligrafia japonesa.

Como citado acima existe o salão principal onde acontece as reuniões da Reiyukai pelos mais graduados. Estas reuniões são anuais, nos demais dias o acesso esta liberado para os demais membros.

Em frente existe um altar onde são oferecidos: arroz,frutas e flores em respeito aos antepassados.

Existe também 5 (cinco) pergaminhos com os nomes de mais de 100 membros da Reiyukai falecidos e que ajudaram a difundir a filosofia e as idéias da fundação e não membros, que comprovadamente ajudaram o desenvolvimento da sociedade em suas vidas de alguma maneira.

Em cima e atrás deste cenário esta uma estátua de Shakyamuni Buda nada mais, nada menos que 8 (oito) metros de altura.Esta estatua foi esculpida pelo famoso escultor Seiko Sawada. Ele demorou para esculpir tal peça por mais de 6 (seis) anos em um tronco de eucalipto de 1000 (mil) anos de idade.

A estátua esta conservada em um gabinete onde sua temperatura e umidade são controladas dia e noite. Nas reuniões as portas se abrem deste compartimento de onde pode ser visto toda beleza de tão formosa escultura.

As reuniões são feitas todos os dias 9 e 18, data em que se comemora o falecimento dos fundadores da Reiyukai onde ao lado deste cenário se encontra suas estátuas.

Logo abaixo do salão principal existe um grande espaço onde pode se relaxar e eventualmente pode se participar de festivais e concertos. O espaço pode receber em torno de 1000 (mil) pessoas.

O Plaza do Shakaden pode ser usada também como albergue em caso de terremoto ou outro desastre natural. No seu subterrâneo existe um tanque com capacidade para 400 (quatrocentos) litros de água. Esta para ser bebida em caso de emergência.

Esta água também esta disponível para o corpo de bombeiros de Tóquio, caso exista a necessidade de se combater qualquer incêndio em torno do Shakaden.

OS FUNDADORES DA REIYUKAI

Kakutaro Kubo nasceu em 7 de janeiro de 1892 em Kominato, prefeitura de Chiba, Japão. Viveu em Tóquio e trabalhou para a família imperial.

Durante as décadas de 20 e 30 , lutou para difundir e atrair simpatizantes a sua idéia de construir uma sociedade baseada na filosofia de Shakyamuni Buda .

Em 1940 , registrou sua organização na cidade de Tóquio e trabalhou com Kimi Kotani na tarefa de melhorar a sociedade japonesa. Até seu falecimento em 18 de novembro de 1944. Dia de seu falecimento.

Kimi Kotani nasceu em 10 de janeiro de 1901 em Miura, prefeitura de Kanagawa, Japão. Se casou com Yasukichi Kotani o irmão mais velho de Kakutaro Kumo no ano de 1925. Trabalhou com Kubo para desenvolver as atividades da Reiyukai e chegou a ser a primeira presidente desta associação em 1930.

Depois da morte de Kubo, ampliou o objetivo da Reiyukai para ser também uma organização de bem estar social e criou diversos programas para a juventude.

Em 1964 Kimi Kotani inaugurou a Escola Secundária Preparatória Meiho, e no mesmo ano dirigiu a construção do Mirokusan, na península de Izu.

Faleceu em 9 de Fevereiro de 1971.

HISTÓRIA DA REIYUKAI

A Reiyukai foi fundada por Kakutaro Kubo em 1920. naquele tempo o Japão passava por grandes distúrbios sociais. O grande terremoto de Tóquio de 1923 aumentou a insegurança em toda a população. Kubo sentiu que naqueles momentos de crise seria preciso uma maneira de se colocar ordem em todo o povo japonês.Dando-lhes mais esperança para sobreviver.

Em 1920 e 1930 trabalhou arduamente para transmitir sua filosofia e esperança para aqueles que viviam na pobreza extrema e no desespero.

A atitude positiva de Kakutaro Kubo era uma proposta melhor do que as filosofias sociais existentes até então.Muitas pessoas foram atraídas pelas idéias de Kubo, e uma de seus primeiros seguidores foi a mestra Kimi Kotani, a esposa de seu irmão mais velho. Posteriormente a isto se tornou presidente da associação em 1930. Após a morte de Kubo em 1944, viu crescer a Reiyukai em sua missão de desenvolver a sociedade e por isso criou diversos programas para a juventude.

Nas décadas de 50 e 60 , a Reiyukai concentrou seus esforços para o crescimento de seus programas para a juventude. Kotani acreditava que os jovens e seus pais estavam sendo descuidados visto que o Japão estava sobre forte pressão internacional para se modernizar e se reconstruir.

Após isto criou a Ala Jovem da Reiyukai em 1954. Logo depois começa a construir um prédio no Monte Miroku (Mirokusan) um centro de encontro para os membros da Reiyukai de todo o mundo. O projeto foi finalizado em 1964.

Neste mesmo ano foi fundada a Escola Secundária e Preparatória Meiho.

Mestra Kotani faleceu em 1971, hoje ela é lembrada como a fundadora da Reiyukai.

Atualmente a Reiyukai tem suas atividades e filosofia difundidas em vários paises.

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